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Nome: Alessandra

Apelido: Alesinha

Onde moro: Santo Andr� - SP

Meu objetivo: come�ar meu mestrado

Meu filho: Mio meu gato de 13 anos

Meu amor plat�nico: Paulo Roberto

Menor peso: 38 Kg

Maior peso: 53 Kg

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15/07/2005 01:13
Oi gente, tudo bem?
Andei sumidíssima, mas agora acho que vou ter mais tempo pra me dedicar aos meus amigos e amigas. Ontem eu pedi demissão no serviço, foi triste, não briguei com ninguém, saí numa boa, meu chefe até falou que não queria que eu saísse mas a decisão foi minha, a empres é muito bagunçada, o RH é lento e cheio de falhas, as regras só atrapalham seu serviço, o sistema nunca funciona e a culpa é sempre do funcionário. Acho que na verdade eu precisava era de umas belas férias mas no início, nos primeiros 4 meses eu fui contratada por uma outra empresa intermediária e não deu tempo de cumprir um ano para tirar as férias. Foi muito bom trabalhar lá, conhecer um monte de gente, rir bastante, falar besteiras, lá tem gente de tudo quanto é jeito, de todas as faculdades, formados, cursando, eu mesma até entrei na pós graduação, trabalhava com telemarkting receptivo, é muito estressante, no final eu só chorava e brigava com meu chefe, que é um gatinho e até gostei dele um tempo, hoje sei quais são os objetivos dele e desencanei, mas que ele é um gatinho, ele é, fiquei amiga dele. Estou com muitas saudades de todo mundo, do grupo Sinto Muito da querida Joy... e de tanta gente que conheci... espero que agora eu consiga colocar a conversa em dia com todos.
Eu continuo meu tratamento, agora tenho um médico, a psicóloga não mudou, tomo remédios e faço regimes malucos hehe, não sei quanto estou pesando hoje, mas ando oscilando entre 46 e 53 quilos, acho que estou com uns 48, 49Kg, gordinha como sempre...
Um beijos a todos e fiquem com Deus
Alesinha
enviada por Alesinha



27/02/2005 12:36
Olá amigos, tudo bem?
Estou bem, enfrentando os problemas de sempre e com uma bela gripe que não quer me deixar de jeito nenhum hihi. Engordei, comecei a fazer comida em casa e almoçar no serviço, ainda não aprendi a cozinhar direito, mas minhas gogorobas estão ficando cada vez mais gostosas, isso tem me feito comer cada vez mais; estou com medo, mas ao mesmo tempo sei que tenho que comer comida todos os dias e tenho me esforçado pra isso, mesmo ganhando uns quilinhos a mais. Além do mais desde de setembro eu não recebo o vale refeição da empresa e tenho que economizar pois ganho muito pouco, estou descontente com a empresa mesmo, não acredito que alguém lá dentro vá resolver minha situação, já falei com meio mundo, mas meu VR nunca chega, então quero ir embora.
Estou com saudades de tanta gente....
Amo vocês e fiquem bem...
Alesinha
enviada por Alesinha



25/12/2004 22:07
Olá gente, tudo bem? Comigo mais ou menos, estou me sentindo uma E.T., porque eu não consigo viver como as outras pessoas, porque eu não consigo fugir do meu mundinho vazio e solitário? Por que quando alguém me convida para fazer qualquer coisa, tomar um sorvete, ou passar um dia diferente, eu não consigo ir? Por que estou sempre dando desculpas para mim mesma? Hoje é natal e nem no dia de hoje eu consegui sair da minha rotina cheia de tédio, e pra que tudo isso, e pra que tanta rigidez? Gostaria de ser uma pessoa normal, mas não sou e temo pelo meu futuro. Estou cansada da solidão mas não consigo conviver com outras pessoas, me sinto mal, sinto que tenho que fingir o tempo todo que sou feliz e isso me cansa; estou cansada de reclamar da vida, estou cansada de pensar que o mundo é injusto, estou cansada de mim mesma, quero ser diferente, mas não consigo...
Mais dois kilos perdidos, nem sei como, não estou com ana, estou comendo comida, pouco talvez, sei lá o que está acontecendo comigo, parece que um caminhão passou em cima de mim e estou tentando juntar os pedaços daquilo que sobrou, mas tá difícil encaixar as peças, existem muitos cacos e não ha cola que dê jeito nisso tudo. Socorro, não quero ficar louca, se já não estou...
Ainda faço coisas normais, vou ao mercado, trabalho, com muita dificuldade, tento parecer normal e feliz, mas é tudo mentira, dentro de mim existe algo muito estranho, que não consigo mudar nem controlar...
As pessoas já estão comentando como eu emagreci, que eu tenho que me cuidar e tal, minhas calças antigas já me servem e as que eu já usava, tive que encostar, pois estão largas demais, aquela calça azul que eu gostava tanto está bem agora, mas descobri que eu não gosto mais dela tanto assim, bobeira.
A pessoa que estou gostando continua sendo muito especial para mim e tenho certeza que ele já percebeu que eu gosto dele, tirei ele de amigo secreto e dei dois presentes que ele adorou, no mesmo dia, ele me convidou para comermos uma pizza, eu fui, mas não rolou nada, ele contou mais um pouco da vida cheia de aventuras dele e eu falei quase nada de mim, eu não sei nem conversar com os outros, que raiva! Depois no dia seguinte ele me deu um presente de gatinho que eu amei, mas parece que foi um presente de gratidão. Eu procuro fugir, ficar distante dele, não sinto que ele gosta de mim, sente apenas um carinho de amigo. Me sinto uma idiota perto dele, tenho vontade de fugir, sumir.
enviada por Alesinha



12/12/2004 17:40

Um ano de Blog

Olá, amigos, tudo bem?
Já completou um ano de Blog, nem acredito, o tempo passou tão rápido...
Aproveitei o momento e mudei de cara, um pouco mais adulta, ou menos infantil hi, hi.
Estou bem, levando a vida, com dias ruins e dias não tão ruins. Estou com saudades de todo mundo, já não tenho tanto tempo pra postar, mas tenho muita vontade de saber de minhas amigas e meus amigos. Aos que me escrevem, eu agradeço muito pela força que vocês me dão. Adoro todos vocês!
E uma novidade, estou gostamdo de alguém, alguém muito especial que não me sai do pensamento, ele é TDB (tudo de bom)!
Beijos a Todos

Ale

enviada por Alesinha



29/11/2004 10:30

48 Kilos! Sim, eu consegui emagrecer e sem tomar nenhum remédio, primeiro eu fiquei mal do estômago e não consegui comer nada além de muita coca-cola; depois meu horário no serviço mudou, agora eu entro as 11:45 e saio as 18:00, tenho que sair de casa cedo, pois moro em Santo André e trabalho no Paraíso, perto da Paulista; isso não em dá tempo nem de almoçar e nem de jantar, pois chego em casa só querendo dormir. Meu tratamento também foi "pras cucuias", minha médica tirou férias e voltou super esquisita, mas isso tem explicação: quando eu comecei com ela, eu entrei numa pesquisa que duraria 2 anos e esse prazo se expirou agora no final desse ano. Primeiro, tudo o que eu dizia a ela que me machucava ou me atingia de alguma maneira, ela ria e dizia que todo mundo passa por isso, que é besteira ficar triste por pouca coisa, se eu falava que o que minha mãe dizia me deixava triste, ela ria e falava: "não liga", enfim, todos os meus "problemas" são futilidades pra ela. Depois ela veio com um papo de que está me soltando mais, que vai espassar minhas consultas, de que eu já não preciso muito dela, que ela apenas cuidaria dos remédios. Fiquei sem chão, estou até hoje e uma das poucas coisas que me deixam feliz é ficar sem comer e perceber como sou "forte" conseguindo controlar o que como. Talvez eu esteja errando, mas estou completamente perdida, parei de tomar um dos remédios que ela receitou, como posso confiar numa médica que ri de tudo o que falo? Até de burra ela me chamou, na cara dura! Sinto que estou fazendo papel de otária. Enfim, estou perdida. Meus sangramentos e minhas dores de cabeça estão aumentando e o gineco que a médica me indicou falou que o que eu tenho é normal e não há motivo pra se fazer qualquer exame, fiquei mais perdida ainda, não aguento mais comprar absorventes e lenços de papel para chorar por aí, em qualquer lugar.




Eu ando lendo livros que contam sobre o capitalismo e as diversas guerras que o mundo já passou, engraçado, de tudo o que eu li, eu pude perceber que o ser humano se comporta da mesma maneira desde que o mundo se formou, sempre brigando com tudo e com todos, sempre buscando o máximo do poder, sempre explorando o máximo aqueles infelizes desafortunados, enfim, estamos no século XXI e ainda temos a mesma cabeça do período pré-histórico, afinal me diga se pixar muro não é a mesma coisa que pintar gravuras nas cavernas? Não é tudo uma forma de registrar sua existência neste mundo tão grande?



enviada por Alesinha



20/10/2004 11:10
Olá, tudo bem gente?! Olha, o que vou escrever pode chocar muita gente, já imagino muita gente me criticando, me xingando, me chamando de monstro, talvez eu mesma me ache um monstro pelo o que eu fiz, mas eu estou cansada de me culpar pela vida frustada de minha mãe, e agora que estou um pouco mais fortalecida depois de seis anos consecutivos de terapia e internações, quero acabar com essa culpa, chega! Basta!

Depois de tudo o que eu fiz pela minha mãe depois que ela quebrou o braço, o que eu recebi dela foi algo muito próximo de um tapa na cara e um chute no estômago. Enfim chegou o dia dela retirar o gesso do braço, até então eu estava me desdobrando para manter a casa em ordem e levar minha vida normalmente, e nesse mesmo dia eu desabafei com ela, dizendo quanto eu estava cansada de cuidar da casa sozinha e ainda manter meus compromissos de trabalhar (várias vezes eu saia de casa super atrasada e não almoçava, só para manter a casa em ordem) e o que eu ouço dela?! “ah, vai, só porque você limpou essa casa duas ou três vezes você vem dizer que está cansada?! Gente, duas ou três vezes?!!!! Quantos dias eu levantei cedo, cansada, só pra lavar quintal, lavar a louça, quem deu banho nela todos os dias, todo o dinheiro que gastei com ela, quantas noites eu fiquei acordada até mais tarde, passando roupa de madrugada, tendo que levantar as 5:30 da manhã para manter meus compromissos, sim porque eu não ia deixar de ir na minha terapia que lutei SOZINHA, sim sozinha, quando eu estava no fundo do poço, só pensando e até tentando o suicídio, NINGUÉM da minha família se manifestou, NINGUÉM, só quando fui internada no HC é que perceberam que eu não estava bem e mesmo assim, quando saí de lá, todos, até hoje, fingem que aquela época nunca existiu. Pra minha mãe todo o esforço que eu fiz, não valeu nada ou como ela mesmo disse: “isso é obrigação sua”. Depois disso ela passou o resto dos dias gemendo, mas gemendo mesmo, fingindo ser a pessoa mais doente do mundo, tinha horas que ela até chorava e eu muito tonta até acreditava que ela estava realmente sofrendo, pra ter uma idéia, ela até mancava, isso porque ela quebrou o braço... Quando eu estava por perto ela ficava passando a mão nas costas para parecer que ela estava com dor. Bom, eu cansei de dizer pra ela procurar um médico, quando eu estou realmente doente, eu procuro ajuda, vou ao médico, sei lá, isso é normal de todo mundo, quando se está sofrendo, todo mundo busca ajuda, ela não, ela gosta de se fazer de vítima, enfim, se ela gosta de sofrer e se fazer de vítima, o problema é dela, não vou mais entrar no joguinho dela e me sentir culpada por uma coisa que eu nem sei o que fiz. E engraçado é que ela ao invés de cultivar a amizade, a companhia de outras pessoas, ela faz exatamente ao contrario, trata todo mundo mal, como se todos tivessem a única e exclusiva função de cuidar dela 24 horas por dia, tenha dó!!!! Pois foi isso que recebi dela, só pouco caso; e como se não bastasse, ela começou a me olhar feio, olha eu tenho que dizer, minha mãe se comporta como neném, ela tenta chamar a atenção fazendo as cenas mais infantis do mundo, só pra ter uma idéia, ás vezes estou comendo na cozinha e ela passa e apaga a luz, só pra provocar, coisa de criança mesmo, ou então ela fica falando com o gato: “gato, eu estou doente, não posso fazer tal coisa”, claro que ela não diz isso ao gato, ou então ela começa a maltratar o gato, chamando ele de cagão e mijão, como que me ameaçando, é como se ela dissesse: “você não vai cuidar de mim, então eu vou maltratar o seu gato”, teve um dia que ela falou: “vou levar esse gato embora daqui”, me diz se isso não é uma ameaça infantil? Outro dia passou uma reportagem de um homem que “abandonou” o pai que morava sozinho e usava cadeira de rodas e apareceu o velho chorando e foram atrás do filho desse homem, já passando a idéia de que ele era um monstro por nem ao menos visitar o pai, no final da reportagem, esse homem foi preso e nessa hora minha mãe olhou pra mim com ódio e disse: “se um dia você fizer isso comigo eu faço a mesma coisa, te coloco na cadeia!” Tudo de bom né? Na última 5ª feira eu levantei com ela chorando ao telefone, gemendo de dor e cancelando um compromisso alegando estar morrendo de dor, depois de desligar o telefone, ela foi para o quarto de costura dela e começou a chorar e eu realmente acreditei que ela estivesse sofrendo muito e pra ajudar, porque mesmo depois dela me desprezar e começar a me olhar feio, eu continuei fazendo algumas coisas para manter a casa em ordem, eu entendo e reconheço que ela está velha e a casa é muito grande e afinal de contas eu também moro aqui e gosto de ver tudo em ordem, eu subi e comecei a arrumar o quarto dela, e qual não foi minha surpresa quando ela entrou no quarto e falando com a voz normal, sem gemer, que não precisava arrumar a cama que ela iria lavar os lençóis e a roupa da semana, meu, me deu um ódio, quando é que uma pessoa que está “morrendo de dor” pode lavar roupa? Se eu estivesse no lugar dela, a última coisa que eu iria pensar em fazer nesse mundo era lavar a roupa, que se dane a roupa, que fique tudo sujo, eu ia cuidar primeiro de minha saúde e depois da roupa. Eu já me senti uma otária de ter entrado no joguinho dela. No domingo eu não agüentei, estava eu arrumando minhas coisas, lavando minha roupa e eu abro a geladeira para comer um pedaço de pão que ela comprou, ela parou na minha frente e ficou me olhando feio e me medindo de cima em baixo, eu olhei pra ela e disse: o que foi? Eu não posso comer esse pão? Tudo bem, eu não vou comer, e devolvi o pão na geladeira e peguei um suco de caixinha que eu havia comprado com meu dinheiro – durante muito tempo minha mãe passou a idéia de que eu não merecia comer a comida dela e esse foi um dos motivos que me fizeram parar de comer e entrar na anorexia. Depois de algumas horas, ela já com o almoço DELA pronto, eu fiz uma sopinha de pacotinho e fui perguntar pra ela se podia pegar um pouco da comida dela e qual não foi a surpresa ao ouvir ela dizer: “você está querendo brigar é?”, meu, o que eu fiz de errado????? O que se passa na cabeça dela??? Não entendi, mas falei um monte pra ela, falei que ela se fazia de vítima, que queria que os outros a tratassem que nem neném, que ela não era mais criança, que ela iria terminar seus dias sozinha num asilo pulguento e cheio de sarna, falei um monte e parei de cuidar da casa também, falei pra ela que se ela não reconhecia meu esforço para manter a casa em ordem, ela que se dane, que se vire sozinha. Aí veio a surpresa, ela parou de gemer, parou de gemer totalmente e começou a fazer as coisas sozinha. E todos os dias ela tenta um joguinho diferente, mas não vou cair não, cada vez que ela se faz de vítima, eu falo um monte, hoje de manhã, logo que eu saí da cama, ela pegou o telefone e falou para um corretor que queria vender a casa definitivamente, como ela já fez várias vezes, como querendo dizer: se eu vender a casa você não vai ter pra onde ir, só que eu falei pra ela que minha prima havia se casado e a cama dela estava vaga e que eu já tinha pra onde ir, falei rindo, na cara dela e falei mais um monte, dei graças a Deus que eu iria me livrar dela e ela começou a rir e disse a mesma coisa, que ela iria se livrar de mim, aí eu disse pra ela não esquecer de falar isso pro Juiz, que ela queria se livrar de mim, aí eu emendei um monte de frases: “não esquece de dizer que quando eu era criança você falava com todo o ódio do mundo, que tinha vontade de dar paulada na minha cabeça até eu morrer”; “que você me chamava de prostituta quando eu tinha 15 anos”, “que você expulsou minha irmã de casa sem nem ao menos ela ter pra onde ir”; “que você ficava nervosa com meu pai e descontava em cima de mim e de minha irmã”; falei mais um monte de frases que saíram de sua boca e que eu nunca me esqueci e acho que nunca vou esquecer e que me fizeram acreditar que eu não tinha o mínimo valor. Chega! Depois de 30 anos eu estou invertendo a situação, já não deixo ela me manipular, cada vez que ela tenta impor alguma coisa eu falo: “eu moro aqui e vou fazer as coisas de meu jeito e se isso te incomoda, pode me expulsar de casa, assim como você fez com minha irmã.” Eu sei que deve ter um monte de gente achando um absurdo isso o que eu estou fazendo com ela, mas depois de seis anos de terapia eu não quero mais morrer ou sumir pra acabar com o sofrimento dela, pois a vida inteira ela passou a idéia de que eu, minha irmã e meu pai, éramos um estorvo na vida dela. Sabe, hoje eu começo a sonhar com um futuro pra mim, eu estou começando a fazer aquilo que eu quero, sem pensar no que ela vai pensar ou achar, dane-se a opinião dela, apesar de ser minha mãe de sangue, ela fez um papel de carrasco comigo, me torturou, me manipulou, sinceramente, eu gostaria muito que ela morresse, sumisse do mapa, da minha vida, do mundo. Minha vida começa agora, quero estudar, aprender, viajar, conhecer lugares novos, culturas diferentes, existe tanta coisa interessante nesse mundo, porque tenho que ficar amarrada a ela que sempre me tratou tal mal? As vezes eu até me sinto uma adolescente cheia de sonhos, de vontade de lutar por um mundo melhor, sabe, eu ando lendo muito sobre política, não sei de onde veio essa vontade, mas eu vejo as pessoas pobres sofrerem tanto, sempre sem direito a nada ou algo ou alguém que as defendam das injustiças do mundo. Outro dia eu vi uma reportagem na TV mostrando a gravação de uma velhinha de aproximadamente 122 anos que morava no meio de mato de algum lugar desse Brasil, que ficou encantada ao ouvir a gravação de sua voz, achando que aquela “máquina” tinha o poder de conversar com ela e responder suas dúvidas, num determinado momento do “diálogo” dela com o gravador ela pergunta: “onde está meu pai?”; e isso me tocou tanto, uma pessoa tão simples, num lugar com tão poucos recursos, e eu pensei: “meu Deus, será que não existe ninguém que possa cuidar dessa pessoa?”. É, estranho, eu ainda choro por qualquer motivo, tem dias em que eu começo a chorar e o sentimento vem tão forte, que eu fico completamente paralisada, não consigo falar, as vezes não consigo nem sair do lugar, outro dia eu tive que resolver umas questões trabalhista e não sei porque me emocionei, comecei a chorar e tinha que falar com as pessoas e as pessoas olhavam pra mim sem saber o que fazer, pois eu não conseguia nem falar, ficou todo mundo olhando pra mim e eu sem nem ao menos conseguir sair do lugar, foi horrível. No serviço eu tento me segurar o máximo pra não começar a chorar, pois se começar, eu sei que não vou mais conseguir atender as chamadas, meu emocional ainda é muito desequilibrado, minha médica diz que o que realmente me prejudica é o meu emocional, se não fosse isso, eu já estaria bem de vida, eu também acredito nisso, por isso dou tanta importância para meu tratamento; há anos atrás eu me fazia de vítima igual a minha mãe, pois aprendi a chamar a atenção dos outros dessa maneira, mas agora eu não quero mais ser vista como uma fracota, quero ser forte, quero enfrentar a vida, as pessoas, as dificuldades, eu sei que sou capaz, agora eu sei que dentro de mim existe muita força, eu ainda não sei lidar com ela direito e muitas vezes essa força vem em forma de revolta, sei que esse não é o caminho, mas estou batalhando para crescer emocionalmente.

Beijos
Ale
enviada por Alesinha



17/09/2004 11:58
Olá pessoal, tudo bem? Obrigada pelos comentários, eles estão me ajudando muito, eu concordo que não me respeito, não me trato bem e não acredito em mim, eu sei que enquanto eu não mudar isso não encontrarei uma pessoa que seja que vá me respeitar, eu sei... Falo isso em quase todas as sessões de terapia com a psicóloga, mas é tão difícil mudar... Mas ainda não desisti e vou continuar lutando contra essa baixa auto-estima que odeio. Minha psicóloga me dá os mesmos conselhos, enfrentar minha mãe e ontem aconteceu uma coisa que eu nem esperava e fiquei admirada comigo mesma, como sempre cheguei em casa a noite e minha mãe tava lá na cama choramingando, eu perguntei se minha irmã havia ligado como eu sempre faço e para minha surpresa minha mãe disse que sim, eu perguntei o que ela havia falado e minha mãe contou que minha irmã se ofereceu para pagar uma pessoa para limpar a casa e antes dela falar qualquer outra coisa eu falei com a voz suplicando “aceita mãe, aceita ela pagar alguém para limpar essa casa, eu estou exausta, essa casa é muito grande e eu não dou conta de tudo, tenho meus projetos para fazer, trabalho fora, etc...”; porém minha mãe me decepcionou novamente, disse que ela poderia falar com minha irmã para ela pagar pra mim e não para uma pessoa estranha, fiquei puta, falei um monte e nem sei como consegui falar tudo aquilo, eu disse que havia me tornada escrava daquela casa, um lugar onde eu já havia sofrido tanto e que agora mais do que nunca estava aprisionada, minha mãe disse que ela não me obrigava a limpar a casa, que eu podia fazer meus projetos tranqüilamente, fiquei mais puta ainda, porque sei que ela não suporta ver a casa suja e fica tirando o pó dos móveis e varrendo a casa, fazendo esforço coisa que ela não pode fazer de jeito nenhum e depois fica chorando porque não agüenta de dor nas costas, finalizei dizendo que ver aquilo era mil vezes pior do que ela me obrigar a limpar a casa, saí do quarto dela e ela ficou lá, muda, depois foi tentar tomar banho sozinha, coisa que ela também não consegue fazer, que vontade de dar um beliscão nela, o resto da noite ela ficou com cara de coitada. Infelizmente não posso fazer nada.




Na segunda passada, eu estava tão triste, fui na terapia e tive que esperar o shopping abrir para mandar fazer as barras de minhas calças (é, acho que perdi uns 2 quilos, duas calças a mais para vestir), faltava 50 minutos para as 10 da manhã e fui andando pelo quarteirão e resolvi entrar numa escola de informática, me informei sobre uns cursos que gostaria de fazer, a gerente me fez uma proposta e eu aceitei! Gente vou voltar a estudar, o curso vai durar um ano e eu estou super animada, ainda tenho o plano de fazer pós-graduação na FAU USP no ano que vem e isso me motivou, me deu um ânimo para superar os problemas. É isso aí!!

Beijos
Alesinha



enviada por Alesinha



06/09/2004 11:39

Olá meninas, tudo bem? Desculpem-me pela falta de post, minha vida virou de cabeça para baixo e vou contar o porque. Dia 15/8 (domingão), seria um dia perfeito para descansar, porém, logo pela manhã algo muito ruim aconteceu, minha mãe, que tem 64 anos, tropeçou no tapete de casa, caiu de costas, bateu a cabeça na quina de um móvel, quebrou o braço esquerdo e uma costela, na hora em que ela caiu, eu nem estava em casa, tinha ido até o mercado, quando voltei encontrei ela aos berros, deitada no chão, imóvel. Foi horrível. Tive que chamar a ambulância, arrumar a casa correndo. Passei o resto do dia no Hospital, ao fim, voltamos para casa, ela com o braço engessado e pensando em como minha vida, a partir dali mudaria. E de fato mudou, me tornei escrava de minha casa, tendo que fazer tudo sozinha num sobrado enorme de 200m2, com dois quintais, edícula, enfim, é serviço que não acaba mais. Mas tudo isso não seria tão ruim se ao menos minha mãe me desse uma trégua, quando ela percebe que estou cansada ou me pega chorando fazendo o serviço, ela me diz para fazer somente aquilo que dá para fazer, mas eu a conheço e sei que se não fizer, ela vai jogar na cara que não tem ninguém para cuidar dela, neste ultimo sábado, foi minha folga e trabalhei sem descanso de manhã até as 22:00, no final do dia minha mãe começou a falar que antes de quebrar o braço ela dava conta de tudo, começou a passar o dedos nas portas e mostrava a sujeira pra mim, não sei como me defender de minha mãe, estou acabada... E ontem, domingo, feriado, trabalhou, hoje vou trabalhar e amanhã sete de setembro, feriado, também vou, não consigo dar conta de tudo e isso está me matando. Minhas sessões de terapia mudaram, agora eu voltei à fase de reclamar de tudo, da vida, de todos, minha psicóloga faz cara feia toda hora, deve ser horrível ouvir uma pessoa se lamentando o tempo todo, eu sei... Mas ao menos a tenho, que me ouve. Faz três semanas que tudo aconteceu, nesse tempo eu liguei para minha irmã, na esperança de obter algum tipo de ajuda, financeira para pagar uma empregada e ajudar nos gastos, ajuda física, vindo aqui em casa fazer companhia pra minha mãe ou fazer alguma comida que seja fácil para ela esquentar e comer... Nem retorno de minha ligação eu recebi, nem ao menos um telefonema para saber como estávamos nos virando. Teve um dia em que senti muita raiva dela, ela nunca se preocupou com ninguém da família, sempre que pode me aconselha a largar o tratamento, nunca me ajudou a comprar um comprimido que fosse, ela não é minha irmã de verdade e então volto à estaca zero, a conclusão de que não tenho família mesmo. Um dia, quando meus pais morrerem, vou ir embora daqui, não quero vê-la nunca mais. Eu aqui pensando...Com minha mãe com o braço quebrado e eu me matando para deixar essa casa em ordem (sem conseguir é claro!), fico imaginando que meu futuro e meu fim não vai ser nada bom, depois que meus pais morrerem, vou ficar sozinha de vez. Não sei se um dia terei dinheiro para comprar uma casinha e me sustentar sozinha até o fim, não acredito que um dia vou me casar, não sei, tenho problemas com homens, não sei explicar direito, não gosto da idéia de ter um marido me obrigando a dormir com ele todas as noites, mas isso é outra história para um outro post; se não conseguir me virar sozinha, vou acabar virando mendiga, me imagino dormindo nas ruas ou então num asilo sujo, numa cadeira de rodas, cabeça baixa, toda torta, sem falar mais nada com ninguém, pele e osso, ligando a mínima para qualquer coisa. Acho que vou enlouquecer e acreditar que sou feliz daquele jeito. Eu sei, esse post está péssimo, mas precisava desabafar.
Um grande beijo a todas!
Alesinha



enviada por Alesinha



09/08/2004 12:48
Olá, tem dias em que acordo bem e parece que nunca mais vou ficar triste, mas de repente me vem uma dor dentro do meu peito e me lembro dos animais que passam as noites nas ruas geladas, sem ter como se defender, me vem uma dor tão forte quando penso no meu pai, que já está velhinho e não tem ninguém para cuidar dele. Uma vez ele falou que uma de suas lembranças da infância, era de quando sua mãe (minha avó), o cobria nas noites de frio, e hoje ele não tem ninguém que faça isso para ele. Meu pai mudou muito, na infância, eu tinha medo dele, várias vezes ele ficava muito zangado e batia na gente, era horrível, mas eu me sentia melhor quando ele dormia em casa, agora parece que a casa está desprotegida; agora eu cresci e tenho que me virar sozinha, mas a idéia de ficar sem meu pai, me deixa triste.




Minha relação com a comida mudou muito nesses dois últimos anos e nos últimos meses a quantidade de alimento ingerido aumentou muito, não sei, não consigo mais parar de comer, meu guarda roupa tem umas 20 calças, sem exagerar, que não entram mais em meu corpo, eu me olho no espelho e não me reconheço, minha mãe diz que minha barriga está como a de uma grávida, meu Deus, o que aconteceu comigo?! Tudo o que eu vejo eu tenho vontade de comer, às vezes eu estou na rua e vou comprando de tudo, tento me controlar, mas não consigo, não forço o vômito, sei que preciso de alimento, mas gostaria de comer somente coisas saudáveis, mas pelo caminho eu só vejo pastéis, doces, açaí com banana, cheetos, batatinha frita, coxinha, croissant, bolacha recheada e por aí vai. Minha irmã está tomando uma fórmula que o médico dela receitou, mas ela é mais gordinha, acho que tem uns 90 kilos para 1.75 de altura, nessa formula tem de tudo anfetamina, calmante, acelerador do metabolismo, é tudo o que eu queria, mas depois eu fiquei pensando que se eu tivesse como tomar essa fórmula com certeza eu emagreceria, mas depois de emagrecer eu ia ter que parar de tomar o remédio, e a fome iria voltar e como me manter magra num mundo tão cheio de guloseimas por aí ? Tenho medo. Será que nunca mais vou ser magrinha como antes? Lembro-me de uma coisa que a Olivinha (Chapolinha) disse num dos encontros do Sinto Muito, que quando ela estava magra e saia na rua, todo mundo ficava olhando pra ela, quando eu estava bem magrinha, 38Kg, eu também adorava mostrar meus ossinhos, hoje, nem pensar... Ainda bem que não tenho namorado....Morreria de vergonha...



Apaguei esta parte do post por achar que o conteúdo poderia influenciar alguém.




Sexta feira foi à festinha do 5º aniversário de minha única sobrinha, saí mais cedo do serviço, minha irmã alugou um buffet na Vila Mariana e minha sobrinha não se agüentava de tanta felicidade, imagino que minha irmã tenha gastado uma fortuna com tudo o que teve, mas é como aquela propaganda do cartão mastercard, tem coisas que não tem preço, eu fiquei muito feliz também, eu e minha irmã nunca tivemos festa de aniversário, minha mãe é testemunha de Jeová e me lembro de aniversários em que passei o dia inteiro chorando por não ter nem um bolinho, e quantas festinhas fui, sempre comemorando o aniversário dos outros, nunca o meu, isso só reforçava a minha idéia de que eu nunca merecia algo de bom. Minha irmã é mil vezes mais sociável do que eu, ela dançou e pulou, ela estava super feliz também, logo que ela chegou me chamou para irmos ao simulador de montanha russa e gritamos lá dentro, muito legal e acho que se ela não tivesse me puxado, eu não iria sozinha. Eu adorei o aniversário, vejam algumas fotinhos dela com minha irmã...










Um beijão pra cada uma de vocês!!!!!
Alezets
enviada por Alesinha



25/07/2004 11:41
Oi meninas, tudo bem?
Faz um tempão que não escrevo, né? Hoje é domingão e ainda estou em casa, vou trabalhar, entro as 15 e saio as 21, chato, né? Ninguém merece trabalhar de domingo... :o (Como moro longe e demoro em chegar a São Paulo, durante o caminho eu fico refletindo o que aconteceu comigo (e ainda acontece). Assim como a Joy, eu estou numa fase de ler todas as minhas mensagens da época em que estava bem mal, bem mal mesmo; e quanta coisa eu descubro sobre tudo o que me aconteceu... Ontem eu estava pensando nisso, mas acho que um dia eu chego lá... :o)
, quantas vezes eu fiz coisas que eram contra a minha vontade, não sei porque, mas achava que minha vontade não valia nada, não deveria ser mostrada, não deveria ser notada ou falada... e isso me dói muito, pois passei por cima da minha vontade só para agradar aos outros. Ainda não descobri de onde veio essa idéia de que minha vontade não tinha a mínima importância. Muitas coisas me vem a cabeça e quando eu paro para pensar, descubro que fui muito mal entendida. Quando eu era criança, achava que toda surra que levava era por ser uma menina má, mas me lembro de vezes que apanhei e nem sabia o motivo, hoje eu penso que talvez eu não era uma menina má, e sim um saco de pancadas. Não sei se vocês estão entendendo (esse post está um pouco confuso, né?!) Mas o que eu procuro hoje em dia é me lembrar que durante toda a minha vida, eu fui GENTE, como todo mundo é, que comete erros e tem sua importância. Ainda hoje eu me trato muito mal, é difícil pra mim, me ver como um ser humano normal, muitas vezes eu me castigo assim quando eu era criança, mas hoje eu tento refletir sobre esses comportamentos, e sempre chego à conclusão de que sou uma pessoa que tem direito de ser feliz como qualquer outra, e penso que eu posso sonhar com um futuro melhor, porque também tenho o meu valor. Bom, isso é o que eu reflito dentro de mim, ainda tenho dificuldades de aceitar que sou uma pessoa normal, sem culpas.



Sinto muitas saudades de todas vocês, hoje estou escrevendo de casa mesmo, mas meu computador está muito lento, as vezes vou a um cyber café, ainda quero entrar em cada blog de vocês pra deixar um olá bem carinhoso!

um grande beijo
Alesinha

enviada por Alesinha



21/06/2004 11:25
Olá meninas, tudo bem?
Nossa, faz muito tempo que não entro aqui, tive que tirar umas teias de aranha pelos cantos do Blog. Vamos as novidades, consegui um emprego em uma grande empresa conhecida em todo Brasil, ainda não vou citar o nome porque tenho medo de que alguém descubra e sobre para mim, lá tem muita gente legal, não é na minha área, mas vai dar para sobreviver :o)



Estou bem, engordei bastante, as calças tamanho “M”, que comprei, já estão ficando justas e semana passada tive que comprar novas calças, entre elas uma tamanho “G”, eu não sabia se gastava meu dinheiro com remédios para emagrecer ou se comprava as calças novas, optei pelas calças, mas depois eu descobri que se continuar assim, comprando calças maiores cada vez que engordo, vou continuar engordando, engordando, até virar uma obesa mórbida, não sei o que fazer... Ao mesmo tempo que quero emagrecer, não tenho coragem de ficar o dia inteiro sem comer nada, sei que o corpo sofre com isso e eu ainda me lembro de como eu passava mal quando ficava muito tempo sem comer nada, e isso, EU NÃO QUERO de jeito nenhum, odeio passar mal e ir parar num hospital. Não sei se estou criando juízo, mas a verdade é que quero emagrecer de uma forma saudável, eu só não sei como :o( Alguém conhece a dieta dos pontos? Preciso fazer alguma coisa...




Estou distante de todo mundo do grupo, mas lendo uma mensagem da Inara, me lembrei de várias coisas, na mensagem ela dizia ter sentido a solidão bater forte mas ao mesmo tempo que as pessoas se aproximavam dela, ela se afastava mais ainda, isso aconteceu comigo também, não sei porque me afasto tanto das pessoas, acho que é porque eu me sinto muito ferida por elas, acho que a solidão dói demais, mas a convivência com outras pessoas me machucam muito mais. E li também a história da Joy, do namorado dela que levou fraudas para ela no hospital, isso me tocou muito fundo, me comoveu, nessas horas eu até acredito que existem pessoas boas, mas no geral, no dia a dia eu prefiro não contar com ninguém. Semana passada eu estava mais pra baixo, meus pensamentos oscilam, tem hora que eu só consigo pensar que tenho que emagrecer, outras horas eu fico pensando que tudo um dia vai acabar, que um dia não vou mais estar aqui nesse mundo, que um dia meu pai vai morrer, como será esse dia, qual será a última vez que escreverei no Blog, fora a vida que eu “imagino” para tudo o que não tem vida, um exemplo: se na rua eu encontro com um ambulante que vende bichinhos de pelúcia, eu sinto uma dor enorme só de olhar pra eles, parece que estão sofrendo muito, sem poder falar nada e sem poder se defender, quando estou muito sensível, eu começo a chorar, assim é com tudo, uma vez eu entrei numa loja, que tinha um tapete feito do couro de boi e pode parecer loucura, mas eu não pisei no tapete e saí da loja com água nos olhos.
Alesinha



enviada por Alesinha



23/05/2004 22:46
Olá Meninas, tudo bem com vocês?
Queria tanto ter tempo pra estar com vocês... mas ando cheia de coisas para fazer. Eu ADOREI o último encontro do Sinto Muito, foi muito, muito, muito legal, pra variar eu cheguei atrasada e peguei o bonde andando :) mas foi muito legal, revi minhas amigas e não aguentei quando vi a Natinha, Nat, eu queria tanto que você fosse uma gatinha pra eu te segurar no meu colo, você é muito fofa! Adorei ver todo mundo! E quem eu não vi, fiquei com saudades.
Assim que eu arrumar um emprego, vou colocar speedy, (speedy ligth) e vou poder escrever pra todo mundo, obrigada meninas que me escrevem, eu tenho vontade de falar com cada uma de vocês, tomara que chegue logo esse dia!
Mil beijos a cada uma que me escreve!
Alesinha


enviada por Alesinha



01/05/2004 15:54
Olá meninas, tudo bem?




Nossa, eu não sabia que tanta gente visitava meu blog, depois que “aceitei” a mudança do ig, meu blog passou a ter um contador (horrível), eu descobri que muita gente passa por aqui, gostaria de dizer que eu adoro quando alguém deixa um coment no final, assim como todo mundo rs.




Essa semana eu passei em consulta com a médica e falei de meus pensamentos obsessivos sobre meu corpo e a comida e ela me encaminhou para uma nutricionista, vai demorar alguns meses pra consulta, pois é no Hospital São Paulo, é gratuito e sendo assim, é mais difícil de agendar uma consulta de imediato. Mas estou contente, vou poder tirar minhas dúvidas, saber o que eu devo comer sem engordar muito. Quando estava no Ambulim, eu tinha a Cida de Nutricionista, ela me falava umas coisas esquisitas, lembro que minha irmã e meu pai me compraram sustagem, que eu adoro e acho que é um excelente alimento, mas ela dizia que eu tinha que engordar sem tomar sustagem (? qual o problema em tomar sustagem?), falava que leite é somente gordura, não tem o mínimo valor alimentício (??), e outras coisas ela falava também e que me deixou com a pulga atrás da orelha. Anos atrás eu emagrecia só comendo doces, trocava o almoço por uma bala, a janta por um bombom e assim fui emagrecendo, só que agora eu não consigo mais fazer isso, se fico muito tempo sem comer, me dá uma fome animal e eu acabo comendo um monte de besteira e me sinto mal depois... Também não quero ficar passando mal e caindo pelos cantos como quando eu ficava muito tempo sem comer, acho que agora tenho responsabilidade, acho que criei “juízo”, penso que preciso estar bem (pelo menos fisicamente), para enfrentar a vida, trabalhar e ganhar dinheiro para continuar viva. É, acho que mudei, hoje eu não quero mais morrer com tanta vontade, dentro de mim, tem uma forcinha, bem pequena ainda, mas não me deixa mais morrer. Morrer vai contra a nossa vontade, dentro de todas nós, existe um instinto que preserva a vida, não sei dizer se isso é instinto, mas acho que ele fica no nosso subconsciente e mesmo a gente querendo morrer muito, esse instinto nos protege da morte.




Acho que meu computador pegou mais um vírus, pra variar, já não bastasse os vírus que ele já pegou... Acho que meu computador está com a imunidade fraca, pois ele pega tudo quando é doença, agora estou aqui, passando o norton em todos os arquivos, e olha que faz tempo que estou esperando...




Gente, aí vai uma fotinha minha quando eu era criança ainda, olhem como eu era linda, sou a da esquerda, a da direita é a minha irmã mais velha.




Um grande beijo a todas!!
Alesinha
enviada por Alesinha



24/04/2004 22:30
Olá meninas, tudo bem?

Ainda continuo p* da vida com o IG, perdi alguns desenhos do meu blog e não estou conseguindo arrumar, perdi também algumas coisas que tinha feito, fazer o quê? Mas pode deixar, eu vou arrumar ele direitinho, pena que eu não tenha muito tempo pra fazer isso.
Bom vai as novidades, no post anterior eu falei em internação e me desculpe se assustei alguém, mas acho que não vou ser internada não, espero pelo menos, tive uns dias difíceis, algumas crises, mas nada muito sério.




Na semana retrasada eu fui ver um emprego de operadora de telemarketing numa empresa de filtros, fiquei uma semana, não consegui vender nada e saí, o que eu mais gostei foi o horário de 6 horas/dia, entrava as 14 e saia as 20, dava pra continuar a terapia numa boa, depois apareceu outra vaga, como operadora de telemarketing também, conversei com a psicóloga e vou começar o treinamento na semana que vem, vamos ver no que dá, se tudo der certo vou fazer o horário da manhã.




Uma coisa chata me aconteceu, me desentendi com um amigo pela net, eu fiz a besteira de contar um pouquinho da minha vida pra ele, esqueci que as pessoas não gostam de ouvir as lamentações dos outros, eu achei que ele ia me entender, no final ele falou pra eu parar de choramingar, e eu fiquei super, hiper, mega chateada, respondi com outro e-mail falando que tinha ficado chateada, até pedi desculpas por ter desabafado, sei que acabei falando pra ele que eu tinha arrumado um emprego, que tinha parado o tratamento no final do ano passado e que não estava mais tomando remédios, não fui grossa nem nada, mas a partir de agora vou não vou dar mais chance dele saber da minha vida, quando ele perguntar se eu estou bem, vou dizer que estou ótima, mesmo que eu tenha tomado um vidro de veneno naquele instante. OBRIGADA MENINAS! Só vocês que me entendem mesmo.




Apareceu mais duas gatinhas aqui em casa, são bem pequenininhas mas, lindas, agora vai começar tudo de novo, vamos cuidar, vacinar, vermifugar, dar comida e carinho, não vou poder ficar com elas, por isso se vocês souberem de alguém que queira uma das gatinhas, me avisem.




Outra coisa, engordei muito nesses últimos tempos, agora eu como comida todos os dias, almoço e janta, coisa que eu não fazia há anos, além de comer um monte de porcarias durante o dia, não vejo a hora da minha médica mudar meu remédio pra fluoxetina, com ela (a fluoxetina) eu não tenho muita fome e acredito que eu vou emagrecer, uns 5 quilos pelo menos, gente!!! Estou enoooorrrme!!!!!




Pra terminar eu queria dizer que estou morrendo de saudades de todo mundo, não vejo a hora de ir ao Encontro do SM, vai ser muito legal!
Adoro vocês!
Milhões de beijos
Alesinha

enviada por Alesinha



17/04/2004 12:56
Grrrrrrrrr!!!!
Estou puta com o blog do IG.


enviada por Alesinha



14/04/2004 23:12
Oi Meninas, tudo bem?
Faz tempo que não passo aqui e não tenho grandes novidades, estou levando a vida como posso, gostaria de passar um post alegre mas tá difícil... continuo com as mutilações e isso me fez entrar na lista de espera da internação mais uma vez, nem sei o que pensar. Estou comendo muito, muito mesmo, almoçando e jantando pratos enormes de comida, por um lado é bom, eu não fico mais caindo pelos cantos, mas a culpa é enorme...
Fiquem bem
Beijos
Alesinha
enviada por Alesinha



28/03/2004 17:43
Oi Meninas, tudo bem?
Não estou em meus melhores dias, novamente a procura de um emprego, semana passada algumas entrevistas e mais decepções, como o mercado de trabalho está mudado, e pior, como estou defasada em relação a ele, já são três meses em casa, sem entrar nem um centavo, pelo contrário, e minha mãe reclamando pra vizinha que não recebe ajuda das filhas, que é duro ficar sozinha, ou seja, me deixando na pior... Semana passada eu vi uma reportagem no jornal, de uma agência que prometia mandar pessoas pra Europa com emprego e moradia garantidos, só que era a maior furada, até anotei o telefone dessa agência, o que me passava na cabeça era sumir desse mundo horrível, não importa em condições eu ficaria. Eu olho o jornal e não consigo me encaixar em nenhuma vaga, ou porque não tenho todos os requisitos ou porque já passei dos 30 anos. Nunca pensei que viver fosse tão difícil, quando eu era pequena eu sofria com a minha mãe e achava que quando eu crescesse teria minha família pra me amar e seria feliz, grande ilusão, haha, fui abandonada pelo amor da minha vida grávida aos 15 anos e continuo aqui, tendo que agüentar a minha mãe.
Enfim, não tenho nada de bom para contar, me perdoem ok?!





Como se isto não bastasse, minha neura com relação a meu peso está aumentando, não estou conseguindo emagrecer e tem dias que eu não consigo pensar em outra coisa que não seja perder peso, eu ando nas ruas e só penso nisso, em casa só penso nisso, nunca a vontade de emagrecer esteve tão forte em mim, há seis anos atrás eu perdi peso tão facinho, e agora está tão difícil... Hoje eu já tomei um diurético pra me castigar e mesmo assim estou com uma culpa enorme por ter comido algumas besteiras.




E outra coisa aconteceu, outro dia estava lá na biblioteca da FAU e sem mais nem menos se aproximou de mim um rapaz, começamos a conversar, ele é engenheiro metalurgico e gosta de desenho, foi fazer uma pesquisa de alguns desenho por lá, legal né? Eu achei que ia ficar só nesse papo, mas na hora de ir embora, quando a biblioteca fechou, ele queria ir ao cinema, eu achei um pouco tarde e ele sugeriu me levar pra casa dele e fazer um jantar especial, fiquei com medo, mas topei, ele jurou que não ia fazer nada de mal, arrisquei e o cara realmente foi muito legal, conheci seus projetos e conversamos bastante, ele já foi casado e pelo que entendi, com uma mulher um tanto fútil, disse que odeia mulher burra e sonha com uma família, lindo né? Só que eu fiz tudo errado, fiquei o tempo inteiro tentando dizer que não sou uma pessoa legal pra se conviver, só mostrando meus defeitos, no final ele me levou até a estação barra funda e disse que queria me ver outra vez, até pensei que ele iria me ligar, mas felizmente ou infelizmente, ele não ligou, isso faz uns dez dias, hoje eu mandei um cartão dizendo que ele é muito bacana, que merece ser feliz mas não sou uma pessoa bacana pra se ter um relacionamento. O que vocês acham? Uma anta né?




Meninas, uma boa semana a todas. Amo vocês!
Beijos
Alesinha
enviada por Alesinha



16/03/2004 03:16
Olá Meninas, tudo bem?

Pela primeira vez estou acordada de madrugada e quero fazer esse post todo dedicado as minhas Amigas, sei que estou em falta, minha conta de telefone deu uma “subidinha” e ainda vou ter que me conter nos gastos, mas quero que saibam que estou sentindo muito a falta de vocês, do grupo SM, dos post de cada uma, agora que estou sem poder usar a Internet como usava antes, estou percebendo ainda mais como vocês são importantes para mim, aí vai os recadinhos:

Obscure Girl: é verdade, a gente nunca consegue ficar feliz 100%, sempre tem alguma coisa nos incomodando, mas estou procurando ser mais otimista, quando temos somente pensamentos ruins as coisas parecem que ficam mais difíceis mesmo. Quando comecei o tratamento, estava de um jeito tão negativo que tudo ficou muito difícil de ser resolvido, com o tempo isso mudou e hoje eu posso dizer que 70% do meu negativismo diminuiu e conseqüentemente começaram a acontecer coisas boas na minha vida, ainda tenho meus espinhos pela vida, tento aprender com eles, o importante é não desistir de sermos felizes! Obrigado pela visitinha e pode me linkar sim, eu vou fazer o mesmo com você, ok?

Anninha: Que saudades menininha e quantos coments você me deixou, fiquei me sentindo uma bruxa por não poder te escrever, mas estou aqui para dizer que você tem me ajudado muito com seus coments, olha, estou enviando meus currículos para tudo quanto é lugar, consegui alguns sites gratuitos e estou colocando meu currículo na medida do possível, ainda não surgiu nada, mas estou confiante. Adoro você e sinto pelo modo como a tua mãe e teu pai te tratam, eles não sabem valorizar a filha maravilhosa que eles tem também! Ah! Eu moro em Santo André, você conhece minha cidade? E você, onde mora? Olha, fico muito feliz por você me visitar!

Lara: olha, estou tentando não desanimar mesmo, aliás, acho que esse ano está sendo muito bom pra mim, pelo menos por enquanto, estou mais otimista e até agora não tive nenhuma crise ou recaída, estou até achando que dessa vez eu saio do buraco...rs. Você também é arquiteta? Eu também acho a arquitetura muito linda, mas viver somente dela é um pouco difícil... Obrigada pela força!

Joyce: como eu fico feliz quando você passa por aqui, me perdoe pelo sumiço, vou te ligar, mas não agora, são 02:05 da madruga e prefiro que você durma bem e sonhe com os anjinhos. Jura que você quer ir a biblioteca? Podemos combinar ou então podemos pegar um cineminha, jogar conversa fora, tomar um suco diet, por as fofocas em dia...rs Obrigada por estar aqui nesse mundo ajudando muita gente, você é minha ídala!!!

Olivinha: quanto tempo faz que a gente não se fala né? Como é que você anda? Entrei no teu Blog, mas não consegui deixar um coment, será que meu computador está com problema? E o tratamento no ambulim? Nossa quantas perguntas estou te fazendo, está até parecendo interrogatório de polícia...rs. Liga não, é a saudade que faz com que eu me preocupe com você, quero que você seja muuuuuuuuuuuito feliz nessa vida!

Fairy Tale: me perdoe também pelo sumiço, vou tentar ficar acordada algumas noites para poder usar a net com mais freqüência. Adorei tua visitinha, também quero saber como você está, o que tem feito, como anda o clima na sua casa; eu estou procurando ser mais otimista, ainda estou no grupo SM, mas, tenho lido poucas mensagens por não poder usar a net com freqüência...snif Obrigada pela força, seus coments me fazem muito bem e assim que possível estarei te visitando.

Cris Barbian: Menina, quanto tempo, fiquei feliz ao ver seu coment no meu blog, eu ando sumidaça e morrendo de saudades de todo mundo; como andam as coisas com você, seus pais, os estudos, as crises... Obrigada pelo oizinho, fiquei muito feliz!

Dri: Amiga, que saudades, que chato esse negócio dos bingos heim? Até agora não entendi muito bem o porque do fechamento dos bingos, os chefões faziam lavagem de dinheiro, é isso? Quer dizer, por causa de dois ladrões que devem ganhar uma grana violenta com seus cargos altos, centenas de pessoas perderam seus empregos, acho isso muito errado, porque sempre o povo que tem que pagar pelo erro dos grandões? Quer acabar com a roubalheira? Não seria mais lógico meter os dois ladrões na cadeia sem direito a nada, nem salário mínimo? Esses políticos não têm vergonha na cara mesmo!!!
Estou preocupada com você, sei das suas dificuldades e imagino seu desespero, olha, estou aqui viu, pode contar comigo!

Fê Cury: Mocinha, onde está você, cadê seu Blog? Dei uma sumida e agora peguei o bonde andando. Olha, não me importo se você não passar aqui no meu blog com muita freqüência, estou sempre te acompanhando e te considero como exemplo de vida, você luta com todas as suas forças contra aquilo que te prejudica, admiro muito você, só o fato de ler seus posts, já me deixam mais feliz, me dão uma força extra para continuar a viver e lutar pela felicidade! Entendo o que você passa com a sua mãe, eu posso dizer que só agora, depois de 30 anos é que estou aprendendo a me defender da minha mãe, ela foi pra mim o veneno mais mortal que já conheci, felizmente a partir de agora vou me tornar cada vez mais resistente a ela. Continue sempre linda!

Natinha: Cadê você amiguinha? Conheci seu Blog novo, mas outro dia não consegui mais acessar, como é que você está, estou tão preocupada... Como anda a vida, as aulas, a família? Você é muito importante para mim e adoraria saber que você está bem. Aparece vai, só um pouquinho...

Luana: Amiguinha, que saudades, fiquei feliz por suas visitinhas, fico feliz também por saber que você está conseguindo se defender das pessoas concordo que isso dá um certo medo de se relacionar com as outras pessoas, isso acontece comigo também, aliás, desde que saí da faculdade tenho me afastado muito das pessoas, acho que cansei de acreditar nelas, isso é ruim e estou tentando mudar isso colocando pra fora todos os sentimentos ruins que carrego dentro de mim, na terapia que faço, ainda sinto muita vontade de ficar sozinha, minhas amigas são as meninas da net e do grupo SM, obrigadinha pela força!

Gigi: me perdoe por não te escrever antes, ainda vou te enviar um e-mail, pode esperar. É, eu não gosto muito de falar em Deus porque tenho muitas dúvidas e vira e mexe eu brigo com ele, meu pai tem alguns livros do Kardec, eu tenho também, o último que comprei foi “O Livro dos Espíritos”, que apresenta um monte de perguntas feitas aos espíritos, daí eu tiro muitas dúvidas que me passam pela cabeça, ter um pai da umbanda me ajuda muito nisso, na maior parte das vezes ele me esclarece muito, pena eu não estar todos os dias em contato com ele (ele é separado de minha mãe e mora em outra cidade). Desejo-te muito amor para você também!

Mima: obrigadinha pela visita, fico feliz quando você deixa um coment no meu blog, como é que você está? Eu ando sumida, mas vou tentar entrar em contato com todo mundo, estou sentindo falta do contato com vocês, eu me identifico tanto com tudo o que vocês escrevem, muitas são as vezes que me vejo totalmente numa situação descrita, sinto falta de você também...

Bridget: oi mocinha, adorei seu oizinho deixado no meu blog, você também é muito importante para mim também, mas, como é essa história de se sentir um lixinho? Nada disso, pelo contrário, você é muito preciosa e tem muito valor pra mim. Puxa, você está sem emprego também... Qual é sua área? Eu estou mandando meus currículos para um monte de agências na Internet, se quiser posso te passar a lista e você pode enviar também, vamos aproveitar essa vantagem que a Internet nos proporciona, vamos atirar para tudo quanto é lado, uma hora vai dar certo, força pra você!

Betty Boop: ai amiguinha obrigada pela visitinha e pela força estou precisando mesmo, me desculpe o sumiço, estou em falta, mas vou procurar estar mais presente na vida de todos vocês.

Diana: oi menininha, me desculpe por não ter te visitado, pretendo fazer isso em breve, eu agradeço a visitinha e te desejo tudo de bom, se precisar desabafar, conte comigo.

Meninas, uma boa semana pra todas, espero em breve estar visitando cada uma de vocês e mais uma vez, me perdoem pelo sumiço.

Beijos
Alesinha



enviada por Alesinha



07/03/2004 18:19
Olá genteeeeee! Meninas, tudo bem?
Eu não sei o que está acontecendo com o blog do ig, mas nessas duas semanas eu tentei postar mas não consegui de jeito nenhum, vocês estão tendo algum problema com o blog do ig, talvez o problema seja no meu micro...rs.
Bom vou dar uma resumida; ESTOU MORRENDO DE SAUDADES DE TODAS VOCÊS, e essa falta de contato, me deixa um pouquinho triste, porque sei que aqui posso falar abertamente e sei que todas irão me entender.
Ainda estou a procura de um emprego, semana passada fiz minha primeira entrevista e de cara fui eliminada porque não tinha experiência comprovada em carteira, essa é uma exigência que me quebra as pernas, pois trabalhei muito pouco com a carteira assinada, estou comprando os jornais, entrando em sites de recolocação profissional, mas ta difícil, meu ex-chefe não me passou mais serviço, enfim, estou lutando.
Continuo o tratamento no Hospital São Paulo, pego meus remédios nos postos de saúde públicos, se tem eu pego se não tem eu não tomo, não dá para comprar mais, estou tentando me segurar ao máximo ao invés de ter meus comportamentos bizarros para aliviar a grande culpa que eu sinto.
Comprei mais duas calças tamanho “M”, já são quatro ao todo, definitivamente as outras tamanho “P” não me servem mais mesmo...snif, mas tenho que agüentar, hoje mesmo minha mão fez um rocambole de amendoim doce, é uma delícia, é uma das poucas comidas que minha mãe faz e eu gosto, aliás eu adoro, acabei de devorar duas fatias bem gordas, comi tudo, mas com aquela culpa sabe?
Durante a semana eu vou para as consultas com a médica e a psicóloga, depois eu vou a biblioteca do SESI/FIESP, que fica na Av. Paulista e fico lendo sobre arquitetura, as vezes eu vou até a biblioteca da FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) e mergulho na pesquisa, e descobri uma coisa, a situação atual do arquiteto hoje começou com a revolução industrial, na França, quando as máquinas tomaram conta do trabalho feito pelos artesãos, nesse momento a arquitetura se divide entre arquiteto e engenheiro, pertencendo ao arquiteto a criação do projeto e ao engenheiro a execução das obras, ao arquiteto sobrou apenas a função de “embelezar” o edifício, tirei essa idéia lendo um texto publicado em 1952 do arquiteto Gropius. Meu, se alguém tivesse me mostrado esse texto, acho que eu não teria feito arquitetura, mas tudo bem, arquitetura é uma profissão linda e eu adoro, pena que o mercado de trabalho não oferece grandes oportunidades e pena não ser tão rentável...rs
Bom meninas, vou parar por aqui, pra variar fiz outro post enorme. Obrigada pela forças que vocês tem me dado e sinto muito a falta de vocês!!!

Um super hiper mega beijo a todas
Alesinha



enviada por Alesinha



07/02/2004 23:19



Oi Amigas!!!
Nossa! Quanto tempo que eu não escrevo aqui, precisei tirar as teias de aranha que estavam no meu blog, parecia estar numa casa mal assombrada hehe
Andaram acontecendo umas coisas chatas e outras legais também, bom vou começar com as chatas pra terminar o post alegre. Desde o início do ano o Stefanelli (meu ex-chefe) vem me passando alguns desenhos para eu fazer em casa, ao todo são quatro desenhos, desses ele me pagou somente um, nessa semana ele me passou mais três desenhos e quando eu me referi a valores, ele me disse que um desenho era somente uma correção de um desenho que eu já fiz no ano passado, o outro ele iria ver se o cliente me daria algum dinheiro ou não e quando eu perguntei sobre o último desenho, ele deu uma risadinha e me falou num tom bem irônico: “eu te pago um almoço, está bem?” No dia seguinte, quando estava em casa ele me ligou desesperado perguntando quando é que eu iria entregar os desenho, quando eu falei que nem tinha começado, ele disse com espanto: “mas você nem começou ainda?” Meu, o que esse cara pensa que eu sou? Escrava dele? Pior é que eu tive que ir para o escritório dele pra terminar um dos desenhos (o mais complicado), fiquei três dias indo lá direto e nesses dias ele nem me pagou almoço, saiu tudo do meu bolso, na sexta feira eram oito horas da noite quando exausta saí do escritório dele e mesmo assim contra a vontade dele, o que esse cara pensa que eu sou? Além de me mandar embora com uma mão na frente e outra atrás, ele quer que eu trabalhe de graça pra ele? Só consigo pensar numa maneira de me livrar dele, nunca mais quero saber dele, quero que ele se dane!!! Mas depois eu fiquei pensando que eu não sei valorizar meu trabalho, cresci achando que não tinha valor nenhum, aliás, cresci achando que eu só teria valor se anulasse as minhas vontades e fizesse tudo para agradar aos outros, mas hoje eu percebo que isso tem um nome: “boazinha” para alguns e “otária” para outros, tem um livro muito bom sobre esse assunto “Mulheres que amam demais”, não me lembro o nome da autora, mas vale a pena procurar. Tenho conversado com minha psicóloga sobre o assunto, eu tenho consciência de que estou agindo errado quando penso em fazer tudo para os outros, mas não consigo mudar, é complicado, ás vezes eu estou numa situação dessas e sempre acabo cedendo para os outros, percebo isso quando vou pegar trem ou qualquer outra condução, quando o trem chega, eu sempre deixo outras pessoas entrarem primeiro, porque eu não posso entrar primeiro do que as outras pessoas? Porque tenho sempre que ficar por último? Gostaria de mudar isso...




No último domingo também fiquei triste, de manhã eu fui comprar os jornais para procurar emprego, comprei outras coisas também e quando eu cheguei em casa só queria descarregar as sacolas e minha mãe veio pra cima de mim querendo pegar o caderno que fala das novelas, só que ela não achou logo de cara e eu disse pra ela pegar depois, ai, porque eu fui fazer isso, ela começou a falar que eu era ruim demais, que por causa disso é que eu não arrumava emprego e blá, blá, blá... Eu sei que o que ela fala não é verdade, se fosse há alguns anos atrás eu entraria numa depressão feia, mas hoje eu consigo apenas ficar triste. E depois disso ela continuou falando um monte de coisas, reclamando do meu pai, que era pra tirar a foto dele do meu computador, que isso estava prejudicando a vida religiosa dela, (ela é testemunha de Jeová e meu pai é espírita da umbanda), se fosse assim, ela teria que jogar todas as fotos do casamento e lua de mel dela fora, mas essas fotos não a prejudicam, só a minha que eu tenho no meu computador, estranho né? Reclama da árvore (minúscula) da vizinha que está empurrando o muro dela (não sabia que aquela arvorezinha tinha esse poder todo). E quando ela começa a discutir com o gato? Ela quer que ele fique num determinado lugar e fica repetindo isso pra ele, é claro que o gato não fica onde ela quer, ele nem sabe o que ela está dizendo, outro dia o gato arranhou ela e ela ficou o resto do dia repetindo isso pro coitado, me deu até dó do bichano...




Bom vamos a notícia boa, nasceu o filho da minha prima, eu gostaria de ter ido a casa dela pra conhecê-lo mas os desenhos forçados que o carrasco do meu ex-chefe me obrigou a fazer não me permitiram isso, nasceu de parto normal, eu gostaria de perguntar se ela sofreu muito, se dói, essas coisas, mas eu fico sem graça, minha experiência nesses assuntos não é grande, quando fiquei grávida e perdi o bebê eu estava no 1º ou 2º mês e tive um sangramento muito forte com cólicas e nada mais. Uma vez eu tive que cauterizar 100% do colo do útero, eu tinha 15 anos e eu fui pro consultório sem saber o que me aguardava, mas fui forte, não abri a boca, só chorei muito, quando a médica me perguntava se estava doendo eu respondia: “só um pouquinho”, claro que eu estava morrendo de dor, no meio do procedimento ela deu um tempo, disse que eu não agüentaria ir até o final, lembro que minhas mãos começaram a tremer e eu não tinha mais controle sobre elas, no final a médica me elogiou muito, disse que eu era muito corajosa. Mamães de plantão deixem suas opiniões sobre o parto normal e a dor, ok?



Pra encerrar esse post enorme, acho que vou mudar o nome desse blog, vou colocar: “Resumo da semana de uma Arquiteta desempregada”.
Estou com muitas saudades de vocês, me perdoem por não estar visitando a todas, espero conseguir isso em breve.
Quero que vocês saibam que eu desejo muito que todas sejam muito felizes, essa frase é comum, mas o sentimento é verdadeiro, estimo muito cada uma de vocês!!

Um grande beijo
Alesinha


enviada por Alesinha



25/01/2004 16:48

Oi Meninas, como estão?
Mais uma vez estou aqui na frente do meu computador, tentando entrar em todos os blogs de minhas amigas. Estou um pouco mais folgada, semana passada, o Stefa (meu ex-atual chefe), me passou alguns projetos e me fez desenhar correndo, ele queria tudo pronto na quarta feira, mas só foi me ligar na quinta, fiz tudo no prazo certo, e na sexta feira, aproveitando que eu tinha psicóloga, liguei pra ele, pra saber se ele queria que eu fosse no escritório, para corrigir algum eventual erro no desenho, ele me respondeu delicado como um elefante e eu já fiquei chateada. Também sou uma fraca mesmo, qualquer coisa me derruba, se alguém esbarra em mim, meu olho enche de lágrimas, se o carro passa na poça e me molha, é a mesma coisa; minha psiquiatra diz que eu sou muito sensível e eu digo, é horrível ser assim, eu tenho medo até de ir a algum show porque com certeza eu vou chorar mesmo antes do show começar, eu choro com tudo, comercial, música, filme, novela e com a crueldade das pessoas insensíveis do mundo.
As consultas com a psicóloga voltaram essa semana, engraçado é que meu humor mudou, antes eu estava mais animada, com esperança, mas nessa última semana tudo mudou, acho que foi por causa da TPM, geralmente eu fico mais triste nesses dias. Cheguei lá no hospital e estava até bem, mas quando eu entrei no consultório e me lembrei dos meus fantasmas, comecei a chorar e não parava mais, aconteceu à mesma coisa com a médica; engraçado é que na rua eu me comporto diferente de quando estou em consulta, mas na rua eu finjo que sou forte, mas em casa e no consultório eu desabo de vez, será que eu vou ser sempre triste assim?
Sem salário, estou me virando como posso e do jeito que as coisas vão, eu não vou poder ficar muito tempo esperando um emprego maravilhoso, vou ter que aceitar qualquer coisa pensei em ser vendedora em alguma loja do shopping, não tenho experiência nisso, mas é uma sugestão, se alguém souber de alguma idéia legal, me avise, ok. O que eu queria mesmo era trabalhar com informática que é uma área que eu gosto muito, mas eu nem entendo de programação, estou um pouco perdida!
Meus remédios eu estou conseguindo nos postos de saúde, se tem no posto, eu tomo, se não tem, eu não tomo, simples né? É o mesmo remédio que aquele comprado na farmácia, só que eles não são revestidos, você coloca eles na boca e na hora eles se dissolvem, e sua boca fica com um gosto horrível de remédio amargo, e não adianta beber e nem comer que não tira o gosto, isso fica assim por quase uma hora, eca!!! Isso me lembra de quando eu fiquei internada no Ambulim e tinha uma enfermeira que só dava o remédio diluído em água, acho que ela tinha medo de dar o comprimido e a gente colocar na boca e depois jogar fora, sei lá, sei que era horrível também!!!
Estou comendo horrores, minha médica disse que é por causa do remédio amitriptilina, eu pedi pra ela me dar um moderador de apetite, mas nem preciso dizer que ela riu da minha cara, ela falou que eu não estou gorda e que não tem nada a ver ela trocar o remédio, ou seja, vou ficar gorda por muito tempo...snif. Teve um dia que minha mãe fez uns pasteizinhos de queijo, bem pequenos, antes eu comeria um ou dois talvez, mas naquele dia eu comi quatro, até fiquei com medo dela dizer: “pára de comer, você está acabando com a comida de casa”, era isso que ela falava pra minha irmã quando minha irmã comia... Depois teve um dia em que eu comi quatro fatias de pão de forma com requeijão, o pão era da minha mãe, e fiquei com medo dela achar ruim também, mas antes eu não comia tanto assim, procuro comprar minha própria comida, como eu sempre fiz. Ainda estou entrando em minhas calças tamanho “P”, estão super justas, as calças tamanho “M” estão boas agora.
Bom, meninas é isso, novamente eu peço desculpas por não entrar no blog de todas vocês. Eu desejo de coração que todas vocês tenham uma ótima semana!!
Milhões de beijos as minhas irmãzinhas do coração
Alesinha


enviada por Alesinha



17/01/2004 20:54

Oi Meninas, tudo bem?
Eu sei, ando sumidona, mas vai ter que ser assim por um tempo, até eu arrumar um emprego fixo, meu chefe me passou alguns projetos para serem feitos, até já recebi uma graninha, mas só dá pra cobrir uma parte das contas, já estou rezando de joelhos todas as noites pra ver se eu arrumo alguma colocação, ta difícil...
Mas por incrível que pareça eu ando otimista, quando eu estava empregada pensava que se eu fosse demitida, ficaria muito mal, não sairia mais da cama e muitas outras coisas ruins, mas parece que uma força que vem sei lá de onde, está surgindo, e isso está me empurrando para frente 
Outro dia eu fui à procura de um emprego, comprei o jornal e vi lá: “Centro de Solidariedade ao Trabalhador da Força Sindical”, tinha várias vagas para diferentes modalidades de trabalho, eu sou arquiteta, mas não me importo de trabalhar fora da área, sei que a situação não é das melhores, e trabalharia numa boa. Tava escrito: “comparecer no local entre 8:00h e 17:00, fui num dia que tinha consulta com a psiquiatra bem cedinho, depois da consulta eu fui nesse local, chegando lá um dos seguranças me falou que é distribuído 2.500 senhas por dia (é isso mesmo 2.500), eu perguntei que horas que eu tinha que chegar pra pegar a senha, e ele me falou que se eu chegasse lá às 5:00 da manhã, talvez eu conseguiria pegar a senha, mas deixou bem claro que pra garantir a senha mesmo era preciso chegar antes das 5:00h, fiquei péssima, como é que vou chegar lá nesse horário?
Mas ainda não desisti. Bom, aproveitando que eu estava na rua Galvão Bueno na Liberdade, aproveitei para dar uma volta no comércio da região, e meninas, lá tem cada coisa legal, tudo era lindo, papel de carta, relógios, roupas, bichinhos de pelúcia, chaveirinho, tudo muito delicado e eu quase fiquei louca, em cada loja que eu entrava, tinha vontade de comprar cinco, seis coisas, mas resisti, pra não dizer que não comprei nada, escolhi um espelhinho de levar na bolsa, super delicado, era tudo o que eu podia comprar, fiquei feliz com isso. Depois eu fui pra casa do meu pai, na estação Brás do metrô e trem, colocaram um posto que distribui lanche e suco por um preço bem pequeno 0,60 (sessenta centavos), é do governo do estado, chama-se bom lanche e funciona das 8 da manhã até as 8 da noite, não queria chegar na casa dele com fome, senão ele iria me obrigar a comer, mas não deu outra, cheguei lá pelas 2 da tarde e ele me fez comer um prato de comida, pior é que eu tava com fome e comi mesmo, a comida da minha tia é tão gostosa. Fiquei lá até a noite e bem à tardinha veio à janta e tive que comer novamente, mas tava uma delícia, comi um prato enorme de arroz e feijão e no final duas bananas, saí de lá com um pouco de culpa, mas tudo bem, como diria meu amigo: “faz parte!”
Ainda estou otimista, não sei como isso é possível, será que estou curada? Antes eu não acreditava que ia sair dessa, e agora estou vendo uma luzinha no fim do túnel, se eu melhorar vou tomar menos remédios, isso já é um passo, ultimamente eu tenho conseguido meus remédios nos postos de saúde público, mas não é sempre que se encontra os remédios, isso tem me ajudado bastante.
Olha meninas, eu peço desculpas por não entrar no Blog de vocês, espero normalizar minha situação o mais rápido possível.
Perdoem-me
Milhões de beijos a todas vocês



Alesinha

enviada por Alesinha



11/01/2004 15:07
Oi Meninas, tudo bem?
Eu ando um pouco sumida, estou entrando na net bem pouco, pois agora quem vai ter que pagar a conta do telefone sou eu mesma. snif...snif...

Mas, contando as novidades: dia cinco eu fui ao escritório do meu ex-chefe e ele me passou uns projetos pra fazer em casa, melhor assim, fiquei um pouco mais aliviada, pois você ver o dinheiro indo embora e não ver entrando nada é muito ruim. Estou procurando emprego ainda, eu acho melhor você ter um emprego fixo, com salário fixo, mesmo não sendo “aquele” salário, ajuda muito. E estou disposta a trabalhar com qualquer coisa, mesmo não sendo na minha área, antes eu tinha um certo preconceito, mas depois de seis anos de formada eu vejo que a área de arquitetura é um pouco ingrata, você entra num escritório como arquiteto e permanece como arquiteto o resto da vida, não se tem chance de crescer, pelo menos é o que eu vi acontecer comigo e todos os meus amigos arquitetos. Se soubesse disso, acho que teria tentado outro curso, como informática, que é um ramo que está crescendo cada vez mais, mas, vamos aguardar o que o futuro me reserva.

Eu tenho notado que não estou mais me machucando fisicamente, acho que isso é bom, durante muito tempo eu acreditei que não viveria mais sem meus comportamentos estranhos, quando eu fui à praia, levei meus objetos de tortura e não usei nenhum dia, ainda não tenho coragem de desfazê-los, eles ainda tem um significado muito grande pra mim, mas também não os tenho usado mais, acho que estou começando a ver uma luzinha lá longe, no fundo do túnel Fiquei com algumas marcas das torturas, mas marquei consulta com um dermatologista, vamos ver se consigo apagá-las.

Meninas, muita força para vocês!

Um beijo super carinhoso

Alesinha

enviada por Alesinha



03/01/2004 21:20
Oi Meninas, tudo bem?
Voltei ontem da praia, foram quase duas semanas afastada da civilização, porque apesar de ficar numa casa com um monte de vizinhos chatos e barulhentos, permaneci distante das pessoas, ou pelo menos tentei permanecer afastada, as pessoas não entendem quando alguém prefere ficar sozinha mas isso é outro papo. Bom, vou começar do começo, ano passado eu fui demitida e fiquei muito mal, achando que nada mais daria certo pra mim e só a morte poderia me livrar do sofrimento, dia 21 de dezembro, as 7:30 da manhã eu parti rumo ao meu destino, meu pai me fez a gentileza de me dar uma carona até Mongaguá, afinal a casa é dele e fazia tempo que ele não ia lá e resolveu aproveitar a situação para dar uma olhada na casa. Meu pai comprou essa casa quando eu tinha 13 anos, ou seja, a casa tem 19 anos, quando a comprou, a rua ainda era de areia, não tinha calçada, tínhamos que pular um brejo para entrarmos dentro dela, era uma das poucas casas que existiam naquela rua, hoje a rua já é asfaltada, temos calçada e praticamente todos os terrenos tem casas construídas. Vivi muita coisa legal lá, levava minhas amigas e nos divertíamos a valer, não saíamos do mar, à noite a gente saia para paquerar, coisas normais de qualquer garota. Infelizmente, as brigas constantes dos meus pais, foram diminuindo a nossa freqüência à praia, ficávamos anos sem ir pra lá, até que achamos uma senhora que cuidasse da casa, abrisse de vez em quando, dar uma varrida no quintal, aparasse a grama e etc. Tudo ia bem, porém uma casa precisa de constantes consertos e como isso não era possível, a casa se tornou uma casa velha, o telhado afundou, as pombas tomaram conta do forro, o muro cedeu, a cor da casa mudou de bege para preto esverdeado, as formigas comeram literalmente as portas e janelas de madeira e mais um monte de coisas que deixaram a casa com aspecto daquelas casas abandonadas dos filmes de terror, juntou com o fato da senhora não dar mais conta de cuidar da casa, por causa da idade (78 anos), isso deixou meu pai muito triste e quando ele se foi, tinha uma tristeza no olhar por saber da situação da casa e não poder fazer nada, pra variar meu pai também vive sem grana, e eu fiquei triste também. Até então, eu não sabia do estado da casa, fazia anos que eu não ia pra lá, quando cheguei, levei um susto, encontrei a casa muito suja e meus planos começaram a se modificar, eu tinha a intenção de ir pra lá, comer bem pouco, ou não comer nada se conseguisse, deitar na cama e esperar morrer, porém eu tive que trabalhar que nem uma condenada por dois dias seguidos e devido ao meu esforço, eu tive de comer para manter a energia pra trabalhar, a casa ficou mais ou menos por dentro e por fora eu não consegui fazer grandes mudanças. Não levei televisão, apenas alguns livros com os quais passava a maior parte do tempo, na primeira semana, choveu praticamente todos os dias, no dia 24, minha irmã casada, sem eu imaginar, apareceu lá em casa me convidando para passar a ceia de natal na casa da sogra dela, que mora em Mongaguá também, eu não queria, pois sabia que ia ter MUITA comida, mas pra não dar uma de chata, eu fui e fiquei boba com a quantidade de comida que tinha naquela casa, pra ter uma idéia tinha polvo cozido, bacalhau assado, salada de bacalhau cru, bolinho de bacalhau, arroz, filé de pescada, churrasco, camarão frito, dois tipos de salada verde, rabanada, mousse de chocolate, além das bebidas, vinho, refrigerante e cerveja, eu quase MORRI de tanto comer e cansei de ouvir: “come! você não come nada!”, foi duro, eu não sei o que acontece com as pessoas, qualquer motivo tem que ter muita comida, me dá a impressão de que eles não comem para viver, eles vivem para comer, eu fiquei entupida de tanta comida. Poderia passar um mês sem comer absolutamente nada, de tanto que eu comi naquela casa, me senti muito mal, deve ser um prazer muito grande ver os outros comerem, eu não tenho esse prazer, comer pra mim é sinônimo de gastar dinheiro, queria comer um grão de arroz por dia e ficar bem, enfim... A meia noite teve Papai Noel devidamente vestido a caráter e aí começaram a distribuição dos presentes, batíamos palmas e gritávamos sempre que o Papai Noel chamava alguém, realmente uma grande festa, eu não tava muito no espírito da coisa, mas bati palmas e gritei como todo mundo, não foi difícil fingir que estava feliz, aliás, eu vivo fazendo teatro. Essa parte foi legal, até ganhei presente, um livro que minha irmã me deu, adorei. No dia 25 eu acabei voltando lá para o almoço do natal e pra variar tinha tanta comida quanto o dia anterior, e pior, tinha coelho assado, eu quase tive um treco quando vi o bichinho aberto no meio e mais impressionada eu fiquei de ver as pessoas devorando ele. Engraçado é que saiu um papo de matar barata e lagartixa, e a sogra da minha irmã disse rindo que a lagartixa é um animal que merece viver e não devemos matá-las, engraçado foi ver ela dizendo isso e segurando um pedaço do coelho que ela assou só para comer, a lagartixa merece viver, mas o coelho não, estranho à opinião dela né?! Ouvi muito “come! você não come nada!” e mais uma vez me senti péssima de tanto que eu comi, horrível! Voltei pra casa já achando que não ia conseguir emagrecer uma grama sequer, se bobear, até tinha engordado...
No sábado fez sol e eu finalmente pude ir a praia, ia cedo e ficava até a hora do almoço, depois à tarde eu descansava e lia um pouco, porém os vizinhos vinham me perguntar como é que eu conseguia ficar ali naquela casa sozinha, me convidavam para ficar com eles, eu não negava, mas também não ia, teve um dia que um dos vizinhos praticamente me obrigou a ir a praia com a filha dele, uma mocinha de uns 18 anos, simpática a menina, mas não gostei nem um pouco, sou anti-social mesmo. Cada dia que passava a praia ficava mais lotada e eu comecei a ficar incomodada com as atitudes das pessoas, eu via famílias inteiras deixando todo tipo de lixo na areia, sempre com um monte de crianças pequenas, não entendo como esse povo consegue colocar tanta gente no mundo, a situação está ruim, emprego está difícil de achar, dinheiro falta pra qualquer coisa, mas filho ninguém deixa de fazer, e o pior é que eles não tem paciência com as crianças, gritam e metem a mão na cara dos coitados, aí eles choram sem parar, a praia virou um inferno! Em casa, os vizinhos ouvindo aquele pagode no último volume, de tanta gente que desceu, a água acabou, caos total no litoral! Irritada, eu fiquei pessimista, pensando em tudo quanto é coisa ruim, e a noite, na hora de dormir, juntava todos os pensamentos ruins com medo de barata, aranha, pernilongo, monstro, E.T. e ladrão, comecei a tomar um remédio para dormir mais rápido, isso me ajudou um pouco. Em casa eu ficava pensando em Deus e na minha eterna briga com ele, no final acho que fiz as pazes com ele. Cheguei à conclusão de que se nessa vida eu não sou feliz, quando eu morrer saberei o motivo e terei outra chance de ser feliz um dia. Como é bom acreditar que somos espíritos eternos e que depois da morte do corpo, continuamos vivos em espírito. Dá uma paz, pena que a sociedade impõe que vivamos sempre no máximo limite dos prazeres e se não conseguimos isso nos sentimos péssimos e nos julgamos azarados imprestáveis e o pior de tudo, infelizes. Eu muitas vezes me sinto infeliz por não conseguir corresponder ao que a sociedade impõe. Que mal há em passar uma encarnação sem se casar e ter filhos? A sociedade impõe isso e eu, muito fraca, me sinto culpada por não ter sido amada por ninguém...
Um dia voltando da praia, recebo um recado de minha mãe, era meu antigo chefe querendo falar comigo, liguei pra ele e dia cinco vou ao escritório pra pegar um serviço, fiquei feliz, fiz tanto pensamento positivo que acabou aparecendo alguma coisa pra mim. Isso adiantou a minha volta a São Paulo, se não fosse isso, eu ficaria até dia oito. Aproveitando a folga do meu pai, ele foi me buscar lá na casinha, pegamos trânsito, mas chegamos são e salvos. Tenho muito mais coisas para falar, mas esse virou o post mais longo do mundo e quem conseguir chegar até o final, vai ir pro céu e virar um anjo.
Meninas do meu coração, obrigada pela imensa força que vocês me dão, aos poucos quero ir visitando o blog de cada uma pra saber como estão, eu sei que essa época de festa e muita comida nos deixa muito triste, mas eu queria dizer que no final do ano passado eu estava quase sem esperança nenhuma, e hoje eu sinto uma pontinha de esperança, bem pequena, mas quem sabe ela não cresce. Eu gostaria muito que vocês sentissem o mesmo, gostaria muito de plantar uma sementinha de esperança em cada coraçãozinho de vocês; eu sei que amanhã ou depois eu posso voltar a ficar deprê, mas HOJE, eu digo que estou com esperança e quero estendê-la até vocês.
Um beijão a todas
Alesinha
enviada por Alesinha



21/12/2003 00:10
Oi gente, tudo bem?
Eu estou indo para a praia amanhã cedo e volto o ano que vem, quero muito agradecer todas as minhas amigas que me ajudaram tanto nesse fim de ano, valeu pela força! Vou postar só no ano que vem, mas não poderia deixar de desejar UM ÓTIMO NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE ALEGRIAS, desejo muita saúde e prosperidade em todos os sentidos, na passagem de ano vou fazer bastante pensamento positivo pra todo mundo que mora no meu coração.
Desculpem-me se decepcionei algumas, se disse alguma coisa que desagradou, eu quero dizer que TODAS vocês são muito importantes para mim, vocês são a família que não tenho.
Milhões de beijos
Alesinha

enviada por Alesinha



18/12/2003 08:41
Gente, eu ando falando pelos cotovelos né?!

O que está escrito entre os parênteses, foi escrito numa tarde domingo que passei em casa desenhando para o Stefanelli, que era meu chefe, esse que me mandou embora. Quando fico em casa, muito sentimento ruim vem à tona, talvez seja o peso dessa casa que carrega tantas brigas, tanto choro e vontade de morrer...

“Oi gente, hoje está um dia bem triste, é finzinho de uma tarde de domingo, o tempo mudou e está um vento gelado, estou com frio, trabalhando aqui nos meus projetos eu sinto uma angústia tão grande, me lembro de quando eu era criança e ia pra escola, fazia lição e tinha prova, nossa, isso parece tão distante de mim, parece que essa criança não era eu, ela morreu faz tempo e eu não sabemos como nasci, pois parece que não tive infância. Me lembro também da época da faculdade, de ter que acordar super cedo pra ir lá pra Mogi, morando em Santo André eram dias intermináveis, noites inteiras sem dormi, só desenhando e no final do curso eu contava os dias pra nunca mais colocar os pés naquele fim de mundo, demorou pra isso acontecer, hoje faz sete anos que me formei e nunca mais coloquei os pés naquela cidade, mas esse período foi muito importante pra mim, apesar de ter sido muito cansativo, tinha amigos e me divertia, ia às festas, dançava, bebia e fumava, eu era uma pessoa normal”.
Hoje estou a base de sedativos, tomei meu comprimido de “sossega leão” ontem à noite e acordei hoje à tarde, ainda estou anestesiada, isso me ajuda a não me maltratar, porque eu sinto uma culpa muito grande de mim e como se isso não bastasse eu desconto no meu corpo físico toda a dor que sinto.”“.

Mas, mudando de assunto...
Várias pessoas me escrevem falando sobre Deus e eu gostaria de falar um pouquinho sobre isso. Eu não costumo acreditar em Deus, pra mim ele não existe, porque minha vida inteira eu supliquei a ele para me livrar do sofrimento e até hoje nada mudou, eu sei que um monte de gente vai jurar de pé junto que Deus existe, que ele está me ajudando, que eu estou errada, sou injusta etc... mas eu não sinto isso, não sinto Deus perto de mim, há muito tempo eu não rezo, minha infância e minha adolescência inteira eu rezei todos os dias, de joelhos, chorando e implorando ajuda, já passei noites inteiras sem dormir só suplicando ajuda e nada aconteceu... Um dia eu parei de rezar... e hoje há muitos anos eu não rezo. Quando fico muito mal fisicamente eu me lembro de Deus, sabe aquela história de lembrar de Deus só na hora do sofrimento? Pois é, isso acontece comigo, mas nessa hora eu me lembro de ter rezado por anos a fio sem ter tido qualquer tipo de ajuda e então eu acho que não adianta pedir nada a ele, então eu fico na minha. Às vezes quando acontece alguma coisa boa comigo, eu agradeço e só, não peço mais nada. Não gosto de falar em Deus e não gosto que falem dele pra mim Sei que um monte de gente vai se decepcionar ao ler isso, mas se eu não esclarecer isso, vou ficar mal comigo mesma. Religião sempre foi motivo de problema pra mim, que tenho um pai da umbanda, uma mãe testemunha de Jeová e estudei em colégio católico, tudo que uma religião pregava como certo, a outra religião pregava ao contrário, e o pior é que eu tinha aula de religião, com prova e tudo, eu tinha que escrever o que me ensinavam na escola, senão eu não passava de ano, porém quando eu chegava em casa, minha mãe me cobrava outras atitudes e eu ficava confusa, meu pai foi o que menos me influenciou e hoje eu vou mais para o lado dele, mas eu percebo tanto preconceito sobre a umbanda, todo mundo, digo 99% das pessoas acham que umbanda é macumba, daquelas de matar galinha preta e oferecer pinga pro orixá, olha, eu vou dizer, eu NUNCA vi meu pai fazer qualquer coisa desse tipo, o máximo que ele faz é me levar no centro espírita pra tomar um passe e só. Olha eu peço desculpas a vocês que se decepcionaram comigo e, por favor, tentem não falar em Deus, ok?

Nat, você não vai acreditar, mas depois que escrevi esse post é que fui ler seu coment, acho que a gente se comunica por telepatia hehe

Beijocas e mais uma vez me desculpem por não acreditar em Deus
Alesinha
enviada por Alesinha



17/12/2003 12:13
Oi Gente, tudo bem?
Esse meu último post foi meio deprê né? Eu não ando muito bem, não sei se é fim de ano...tô cansada de tudo...tô sem esperança nenhuma...ainda mais que estou sem trabalho, minha vida profissional não é das melhores, tenho carteira suja, é mais difícil de arrumar um trabalho, eu também acho que não me valorizo, tenho consciência disso mas não sei como mudar, levantar a cabeça e dizer: “a partir de agora sou a melhor profissional do mundo” não resolve minha situação. Tô me sentindo meio morta, é como se eu tivesse morrido a 15 anos atrás e essa Alessandra que restou é só um corpo com vida, sem alma...
Mas ontem aconteceu uma coisa legal, eu encontrei minha amiga da adolescência no metrô e voltamos juntas, conversando sobre muitas coisas, fiquei sabendo que o Sr. Nelson, pai dela, faleceu, meu, é muito triste porque durante muito tempo eu convivi com aquela família e ele me tratava como filha, fez muitas coisas por mim, e eu nem tive tempo de agradecer, fiquei triste... A Luciana, minha amiga tá batalhando na vida, criando o filho dela, relembramos alguns bons momentos que passamos juntas, vi a D. Maria, mãe da Luciana e sua tia Cida. Bons tempos... Só não gostei de lembrar do meu 1º namorado, aquele que me deixou grávida e sumiu, não tenho nem coragem de mencionar o nome dele, não quero saber o que aconteceu com sua vida, o que ele tá fazendo agora, onde tá morando, na hora de dormir fiquei pensando nele e acabei sonhando, ele tava perto de mim e eu tinha que falar com ele e não sabia o que fazer para me afastar dele, foi horrível, ainda bem que isso foi um sonho!
Quando cheguei em casa, comentei com minha mãe que o Sr. Nelson tinha morrido e de cara ela disse: “mas quando eu morrer você e sua irmã vão dar pulos de alegria e no dia seguinte vão procurar um advogado para receber a parte da herança” Meu, não sei de onde minha mãe tira essas coisas, acho que ela é tão materialista, acho não, ela é materialista, só pensa naquela casa, por duas vezes ela me trancou pra fora de casa, porque tinha medo que alguém entrasse na casa, pensar que alguém pudesse fazer alguma coisa comigo ela não pensou, prefere proteger a casa do que a filha, pode? Ela é minha cruz, acho que fui muito ruim com ela em outras vidas, porque nessa vida estou sofrendo na mão dela, um dia isso vai acabar, tudo acaba, tudo tem um fim, a alegria acaba, a tristeza acaba, a vida acaba, às vezes eu fico olhando as casas, os prédios e fico imaginando que um dia tudo isso não vai mais existir, até o mais recente prédio, um dia não vai mais existir, então eu fico imaginando como estarão as coisas daqui a cem anos, daqui a mil anos e me lembro daquele filme “Inteligência Artificial” que mostra a cidade de NY totalmente inundada, os prédios antigos imersos num grande oceano, dizem que a vida imita a arte, será que isso vai acontecer realmente? Olha eu aqui viajando na maionese...hehehe, é melhor rir do que chorar, não é mesmo?!
Vou tentar ficar mais otimista, vou tomar cuidado com os pensamentos negativos, procurar pensar coisas positivas, eu acredito que o pensamento é responsável pelo o que nos acontece, eu não sei explicar isso muito bem, meu pai que vive estudando filosofia e teosofia saberia explicar melhor (quem quiser marcar um horário com ele, é só me avisar, ele não cobra nada e ele é muito legal), se a gente pensar positivo, nos acontece coisas positivas, se for o contrário, nos acontecem coisas negativas, a escritora “Louise Hay” também diz isso, aliás eu aprendi isso com ela, seus livros são muito bons, eu recomendo.
Bom, vou terminando esse post gigante, quem conseguir ler até o final, vai pro céu!!
Beijos
Alesinha

enviada por Alesinha



15/12/2003 21:59
Oi gente, tudo bem?
Essa é minha última semana no trabalho, estou procurando um emprego novo, mandei alguns currículos, mas sinceramente falando, estou desanimada, vai ser difícil arranjar outro emprego na minha área, entrei em várias agências e vi pouquíssimas vagas para arquiteto, geralmente eles pedem coisas que eu não sei, como é o caso dos programas corel, photoshop, 3D e a maioria pede carro próprio, Ah! Me esqueci de dizer que eles pedem inglês fluente, ta difícil... Eu estudei em colégios caros, sempre fui uma ótima aluna, nem na faculdade reprovei, mesmo trabalhando e estudando ao mesmo tempo, mas agora de frente com o mercado de trabalho vejo que nada disso serve, eu tô muito atrasada, e pior, sem qualquer condição financeira para fazer qualquer curso desses que eles pedem, no que eu me transformei? Em mais uma cabeça no mercado de trabalho, mendigando qualquer trocado para sobreviver, porque isso foi acontecer comigo, eu não sei, eu vejo minhas amigas de faculdade, todas estão bem, já tem seus próprios apartamentos, carros novos e um emprego para retirar todo mês cerca de 4.000 reais, elas viajaram bastante, se casaram e agora estão curtindo a maternidade, porque eu nunca consegui isso, eu não sei, me faço essa pergunta todos os dias e acabo chegando a uma conclusão: estou completamente fora do mercado profissional, sabe quando um computador fica obsoleto? Me dói, me dói muito ver todo o esforço que fiz para vencer na vida e até hoje não ter conseguido realizar um sonho sequer... me dói demais...Não consigo parar em emprego nenhum, sempre me mandam embora, acho que o problema está em mim, porque sempre sou demitida, eu procuro fazer tudo certinho, não falto, levo trabalho pra casa, fico até mais tarde, mas mesmo assim, ninguém me quer, isso me dói muito...Já passei por tantos empregos que nem me lembro de todos eles, tenho que pegar meu currículo pra lembrar. Penso até em mudar de área, tentar trabalhar em call center, que é um ramo que está crescendo, vou me sentir péssima por não estar fazendo aquilo que escolhi, mas fazer o quê?! Se eu soubesse que iria ficar nessa pindura, eu tinha feito faculdade de informática, mas fui pelo lado emocional da coisa, fui fazer o que gostava e me ferrei. E a depressão vai crescendo e tomando proporções gigantescas, estou pensando seriamente em fechar minha conta no banco, e ir pra praia sozinha, ficar lá até morrer, eu sei que não vou ter dinheiro para comprar comida por muito tempo, então vou ficar sem comer e ver no que vai dar, minha família nem vai se dar conta... Hoje eu tava me vendo no vidro do metrô e percebi que meus ossos do peito estão aparecendo bastante, estou magra da cintura pra cima, mas quando olho minha barriga... Me dá vontade de chorar e olha que eu fui ao banheiro no final de semana, e mesmo assim ela continua enorme, minhas calças tamanho “P” estão ficando para trás e eu não sei como emagrecer só da cintura pra baixo será que eu tenho que procurar uma nutricionista? Não sei como mudar isso, só sei que tô me sentindo a pessoa mais desproporcional do mundo, a mais feia, a mais rejeitada, a mais tudo de ruim. Não sei o que fazer da minha vida, se alguém souber, me diga.
Desculpem-me pela tristeza...
Eu AMO todas vocês!
Beijos
Alesinha



enviada por Alesinha



12/12/2003 10:15
Gente, estou revoltadíssima, o ser humano realmente é superior do que os outros animais, é superior em covardia, em crueldade, eu tenho ÓDIO e NOJO de ser humana...

Olha eu coloquei esse link pra todo mundo ver como os animais são tratados pelo ser superior denominado "humano"

Tem imagens fortíssimas, mas me desculpem, eu penso que se todo mundo realmente souber o que o "homem" faz com os animais, teríamos mais pessoas lutando contra a maldade humana.

Olha, eu não como carne e não é pela ana não, eu não como carne porque sei como os animais são tratados...
...estou arrasada...

Entrem no site, por favor, lutem pelos animais, eles não merecem tanto sofrimento...

www.pelosanimais.com/fileadmin/html/free_me_go.html


enviada por Alesinha



11/12/2003 13:40
Gente eu quero agradecer cada uma de vocês que estão me visitando, vocês são meu maior apoio.Sei que estou escrevendo pouco, mas esses dias são os últimos dias que vou trabalhar nesse escritório e tenho que fazer um monte de coisas...snif :(

Agora eu tenho um recado bem grande para a Nat, aí vai:

Oi Natinha
Estou te escrevendo por e-mail porque tenho muita coisa para te falar e tudo não caberia no coment do teu blog, então vamos lá:
Tô te achando tão tristinha, será que não é porque você está há vários dias sem comer? Quando a gente vai perdendo peso, vai perdendo a alegria de viver também, a ana e a mia nunca vem sozinhas, a depressão vem de brinde. Mas não se preocupe, isso não é uma crítica, sei que você está super sensível e uma crítica agora só ia te deixar ficar pior; eu te entendo, já fiquei assim, até hoje de vez em quando fico fazendo planos para morrer mais rápido possível, já pensei em pegar aids, pagar para alguém me matar ou bater bastante, já tomei veneno de rato, já fiz cada coisa...eu preciso ter sempre em mente um plano suicida de emergência. Olha, eu trabalho aqui na Faria Lima em São Paulo, e essa avenida é super movimentada, vira e mexe sempre tem um atropelado, os motoristas correm para aproveitarem o sinal amarelo e acabam atropelando o pedestre e eu sempre fico pensando que poderia ter sido comigo, que aquela pessoa provavelmente tem família, um emprego, trabalho etc... ou seja é uma pessoa que precisa viver porque é importante para alguém, é útil, enquanto que eu não tenho ninguém, minha família está distante de mim, sou uma inútil que não consegue nem permanecer em emprego nenhum, só dou desgosto pros outros, enfim, sou uma louca sem valor algum, eu entendo perfeitamente o que você está sentindo...
Se eu morresse agora tenho certeza de que minha mãe daria pulos de alegria, ela já cansou de falar que um dia ela vai se livrar de mim e eu gostaria muito que esse dia chegasse logo; minha psicóloga diz que eu tenho que reagir e não fazer o jogo da minha mãe, porque minha mãe pra se sentir por cima, faz os outros se sentirem um lixo, tenho certeza de que quando ela me vê triste, fica feliz, olha só as palavras dela outro dia: “...é bom que você esteja com depressão porque teu pai sofre e eu quero que ele sofra muito...”ou seja para atacar meu pai vale qualquer coisa, até a infelicidade da própria filha. Meus pais são separados e se odeiam.
Mas morrer é tão difícil, tem gente que morre num espirro, enquanto que a gente faz as maiores loucuras e não nos acontece nada, desse modo eu acabo achando que ninguém morre na véspera, só morre mesmo quem tem que morrer e pelo jeito agora não é a hora da gente ir para o outro mundo, o duro é achar alguma razão para viver...
Muita força pra você pois eu sei o que você está sentindo, estou aqui pro que der e vier, ok?
Beijos
Alesinha

Gente eu estou postando esse e-mail porque não consegui enviá-lo para a Nat, ok?

Beijos a todas vocês que moram no meu coração
Alesinha
enviada por Alesinha



06/12/2003 21:05
Oi gente, hoje eu trago uma notícia muito ruim, eu fui demitida nessa última sexta-feira, não esperava pois há pouco tempo atrás meu chefe me garantiu que eu só seria demitida se cometesse alguma falta muito grave, e nisso eu acreditei, mas ontem veio a bomba, é uma bomba, fiquei tremendo e não consegui prestar atenção no que ele falava, só conseguia pensar: meu Deus, como vou me manter agora? Como vou conseguir meus medicamentos? Agora são só duvidas. Ontem foi dia de pagamento e eu recebi por uns desenhos extras que fiz, recebi tudo que tinha que receber, agora o dinheiro não vai mais entrar, só sair. Ele falou algo como “monte seu escritório, você tem muita capacidade pra dar certo”, mas isso está distante demais de acontecer, ainda mais com minhas dívidas feita com a compra de remédios, depois ele falou que não era nada contra mim, que meu desenho é lindo, maravilhoso e perfeito, que era a empresa que estava passando por modificações e blá, blá, blá... eu nem ouvi direito, só queria ir pra casa, nunca quis tanto chegar em casa como ontem a noite, consegui dormir e quando acordei, por alguns segundos tudo estava bem, mas a realidade gritou na minha cabeça dizendo “bem vinda ao mundo dos desempregados.” Eu tento ser otimista, mas a realidade teima em me apontar tudo de ruim que possa acontecer, não sei por quanto tempo ficarei desempregada, logo eu que tenho dificuldade de permanecer nos empregos que arrumo, porque será que isso acontece comigo? Porque sempre sou eu a demitida da empresa? Será que eu nunca vou ter um lugar ao sol? Estou lutando, lutando muito, me sinto num rio nadando contra a correnteza, eu bato os braços e nado com muita força, mas a correnteza me faz permanecer no mesmo lugar e agora eu estou muito cansada e estou parando de bater os braços, sim, meus sonhos estão ficando para trás, quase todos os meus sonhos foram por água a baixo e isso me cansou, agora vou deixar a vida me levar na correnteza, não sei onde vou parar, se num lugar bom ou ruim, sabe aquela música do Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar, vida leva eu...” Não me agrada as músicas desse cantor, mas esse trecho cai como uma luva na minha atual situação. Hoje é sabadão, minha mãe saiu e só volta a noite, ela nunca faz isso, e vou passar quase que um dia inteiro só comigo, vou tentar me tratar bem; estou tentando ver o lado bom da coisa, mas tá difícil, agora vou poder ler meus livros que comprei há tanto tempo atrás e nunca tive a oportunidade de ler, vou poder organizar meu computador que está uma zona, os arquivos de desenhos estão junto com os textos e planilhas, enfim, uma zona mesmo, estou pensando em cortar o cabelo, já que vou procurar emprego tenho que apresentar uma aparência melhorzinha. Não sei porque estou evitando o contato com qualquer pessoa que seja, sei que isso é ruim, mas a convivência com outras pessoas me faz sofrer tanto, que prefiro ficar quietinha na minha cama, hoje é dia da apresentação da minha sobrinha, na escolinha dela, minha irmã comprou convite e tudo, mas depois da má notícia de ontem, liguei pra ela informando que não iria, que estou sem condições pra fazer qualquer coisa que seja, até para ir na esquina, realmente estou muito mal. E vocês minhas amiguinhas estão bem? Um super hiper, mega beijo a todas ok?
Alesinha

enviada por Alesinha



02/12/2003 10:24
Oi gente tudo bem?
Peguei meu exame de sangue e parece que minha imunidade está voltando aos poucos, era por causa da carbamazepina que estava tomando, essa carbamazepina (nome genérico) é mais conhecida como Tegretol (nome popular) é um anti convulsivo (nada a ver com o meu caso né?), mas tem sim, ele ajuda evitar que eu me machuque, é